SHIMEJI SIMULATION
STATUS
COMPLETE
VOLUMES
5
RELEASE
November 26, 2023
CHAPTERS
49
DESCRIPTION
A girl who shut herself in a closet for the last 2 years of middle school realizes she has to go to high school. When she exits her closet for the first time in two years and looks at herself in the mirror, she notices that she grew shimeji mushrooms out of her head.
CAST

Shijima Tsukishima

Majime Yamashita

Shijima no Ane

Mogawa Sensei

Yomikawa Senpai

Niwashi

Sumida Senpai

Ayaka

Yoshiko

Chito

Yuuri
CHAPTERS
RELATED TO SHIMEJI SIMULATION
MANGA AdventureShoujo Shuumatsu RyokouREVIEWS

beeginey
90/100Another amazing work by TsukumizuContinue on AniListShimeji Simulation is the spiritual and emotional successor to Girl's Last Tour (Even featuring cameos of Chito and Yuuri themselves) and a wonderful piece by Tsukumizu.
The manga doesn't have too much of a linear plot, as it is more of a series of ideas separated in each chapter. The story follows Shijima (Or Shimeji-chan), a shut-in who after being in her closet for years grew a pair of shimejis out of her head, and Majime, a cheerful girl born with a sunny-side up egg on her head. It follows a surreal depiction of everyday school life, where every chapter focuses on a different strange idea or scenario.
The art itself is very freeform and simplified, and Tsukumizu uses it to capture emotions more than any physical imagery. The cityscapes and characters all feel dreamlike, with everything often just barely resembling what we see in our everyday lives. The content behind it all seems pretty nonsensical and meaningless, while still fitting the calming nature of the series. Every chapter you dont know what to expect, but every chapter always seems fulfilling in it's own special way. Everything is incredibly relaxing, and reading Shimeji Simulation constantly feels like an escape in it's own right.
The concepts the surrealism covers are all seemingly odd. From fish to language to God to really deep holes, on paper, none of it fits together in the slightest. And yet, despite that, everything on every panel, everything said, each thing pictured, seems to be deliberately structured into one whole cohesive world. None of Shimeji Simulation seems "unnecessary" or "filler," yet at a glance none of it seems super plot-relevant either. It all interlocks together perfectly, yet never in a way you would imagine things fit together. It is like a concoction or an amalgamation of both complicated ideas and simple figures, yet when thrown together creates one perfect Shimeji cake.
Wording this all is difficult. However, Shimeji simulation is an experience that is difficult to put into words. It is more than what it seems at first. It's not for everyone, it truly isnt, but if you liked Girl's Last Tour, I would highly encourage checking Shimeji Simulation out. Tsukumizu is one of my favorite artists and a massive inspiration, so I hope everyone else can experience the same odd sense of joy I did.
My final words, Shimeji Simulation is a piece of art that you will never find anything similar to. It is one of the most unique things I have ever read, and I want to tell anyone I can about it. If you have yet to check out Shimeji Simulation, I tell that you please do. I believe it needs more recognition.

thankyoubasedgod
85/100"Nós pensamos, logo, nós existimos."Continue on AniListEsta review contém spoilers. Caso não se importe com isso pode continuar lendo e caso queria ler a review, dá uma chance pra esse mangá, ele tem 360 páginas de conteúdo, cada capítulo tem 10 páginas e só há 36 capítulos no momento em que essa review foi escrita. Introdução [
](https://twitter.com/lililjiliijili/status/1533024607472451584/photo/1) Shimeji simulation é um mangá de comédia surreal slice of life escrito e desenhado por tsukumizu, autor da obra Girls Last Tour, no formato 4-koma que tem como enredo o dia-a-dia de Shijima Tsukishima, uma ex-hikikomori que ficou dois anos dentro de seu próprio quarto e acabou desenvolvendo dois cogumelos que pulam pra fora de sua cabeça, e Majime Yamashita, sua companheira de classe que tem um ovo frito na cabeça, um enredo simples(a princípio simples), mas que possuí alguns temas interessantes que irei comentar nessa review.
História
A primeira parte de Shimeji simulation é exatamente o que você esperaria da sinopse, duas garotas que vão vivendo a vida enquanto umas coisas estranhas vão acontecendo. Ver como a Shijima vai lentamente voltando a se conectar com a sociedade junto da Majime é bem aconchegante, apesar da vibe meio melancólica que algumas partes do mangá tem ele é bem leve, provavelmente por causa da relação da Majime e a Shijima, que consegue amenizar essa melancolia através das interações que elas tem ao longo do mangá, além da própria dinâmica das duas, a Shijima sendo a personagem pra baixo e a Majime a personagem alegrezinha faz essa relação ter um contraste que causa situações bem imprevisíveis e divertidas de se ler.
Entretanto o mangá não é só isso, em muitos momentos da obra coisas estranhíssimas acontecem, como um dia em quê as palavras das personagens ganham o poder de se manifestar fisicamente, ou quando as personagens criam um buraco tão fundo que quem pula nele clippa pra fora da realidade ou até o dia em que a água consegue de alguma forma flutuar (esse eu nem consigo explicar direito), isso sendo tudo parte de uma história que vem sendo construída em segundo plano com a irmã da protagonista (vou falar mais dela na parte de personagens) e que pra poder falar dessa história construída em segundo plano, vou adentrar em spoilers e a partir daqui tudo vai ter spoiler, menos a conclusão, pula pra lá se tu quiser, e se não ficou muito claro pelo título, em shimeji simulation as personagens vivem em uma simulação, e toda essas ocorrências estranhas são frutos de bugs do próprio sistema, existindo um personagem inclusive que foi criado com o intuito de consertar esses bugs que é o(a) jardineira, e o objetivo da irmã mais velha é conseguir quebrar essa simulação para tornar as pessoas da cidade mais livres, como a própria personagem mesmo diz, o que faz haver uma mudança dramática em ambientação do mangá quando ela alcança esse objetivo(lá pro capítulo 30), ao invés de se ter uma cidadezinha normal, o que se tem é uma cidade totalmente surreal em que a organização social continua praticamente a mesma e graças a possibilidade de todo mundo poder manifestar seus pensamentos sem quase nenhuma restrição, a cidade ficou mais diversa e estranha, o que permite continuar o sentimento de slice of life que a obra tem enquanto a mesma vai pra uma direção totalmente fora da curva.Personagens Pode até ter parecido que eu não falei muito da história, mas é porque no momento não tem muito mesmo, a maior parte dos capítulos desse mangá são episódicos e não há muita diferença da primeira parte do mangá para a segunda de um ponto de vista narrativo, a única coisa que muda é o setting basicamente. O que não é algo tão negativo, pois o mangá compensa em outra área que eu penso ser o maior ponto forte dessa obra, os personagens, apesar desse mangá ser episódico, os capítulos dele não se contém neles mesmos, ou seja, é possível ter arcos de personagem e, nessa parte da review, quero comentar as duas personagens principais junto de outros 3 personagens e o que eles representam para a história.
Shijima Tsukishima
Shijima é a personagem principal dessa história, uma ex-hikikomori que depois de 2 anos dentro de seu quarto, finalmente decidiu sair para ver as aulas do ensino médio. Inicialmente, ela é uma garota bem apática que não planeja ter amigos, essa apatia e tristeza dela é mostrada nas coisas que ela gosta, a chuva que é um elemento bem melacólico e que geralmente associamos a tristeza, o livro favorito dela ser o No Longer Human do Osamu Dazai, ou até mesmo como a única coisa que ela tem uma obsessão na história são peixes, animais que não apresentam emoções visuais alguma. Entretanto, ela conhece no primeiro dia de aula a Majime, uma pessoa bem energética que se força a ser sua amiga, é bom inclusive pontuar o quão importante a Majime é para a Shijima, tem esse capítulo no mangá em que a Shijima vai para um mundo de sonhos e lá ela encontra várias portas que tem coisas dentro, as primeiras portas mostram como era a vida da Shijima antes de encontrar a Majime:
(O peixe representa a apatia dela, o ouriço-do-mar mostra como ela não planejava ter amigos e era é bem reclusa, pois qualquer um que chegasse perto dela ia se machucar, o No Longer Human é o livro favorito dela e o resto eu acredito estar ali só pra ressaltar o surrealismo da cena) Daí, ela abre uma outra porta e aparece um ovo frito gigante, que representa a Majime, e a Shijima decide andar em cima desse ovo, apesar do ovo não ser perfeito (já que ele foi mal feito/tá meio cru), ele é bem macio e de certa forma acolhedor, além de ser confortável, mostrando que apesar da Majime possuir falhas, ela ainda é a pessoa que ajuda a Shijima a melhorar, além de ser um ponto de conforto que sempre vai tá lá por ela. Mesmo assim, ela ainda fala que odeia esse ovo, pra representar que naquele momento a Shijima não aceita totalmente a Majime como sua amiga e companheira.
E por causa dessa relação, ao longo do mangá a Shijima vai superando o seu lado introvertido em momentos sutis, mas que funcionam bem, como iniciando uma conversa com alguém que ela não tem intimidade, ela indo para a casa de uma amiga, algo que ela nunca tinha feito antes, a até mesmo ela ter a iniciativa de pedir se ela pode visitar alguém na segunda parte do mangá, fazendo que no último cap disponível, a gente tenha uma Shijima mais confiante, que não rejeita o amor dela pela a Majime nem o nega, bem mais expressível e que ainda mantém um pouco das suas características iniciais, como a sua apatia, só que agora bem mais reduzida graças a sua evolução como personagem.
Majime Yamashita
Não tem muita coisa pra falar da Majime, a personalidade dela serve de bom contraste pra Shijima e ela tem uns momentos engraçados no mangá por ser meio que a personagem tapada da história, fora isso e o fato de que é ela quem influencia a Shijima a mudar como pessoa, não tem muito o que se falar, nem o ovo frito na cabeça dela tem uma explicação satisfatória ou algo que complemente a história, ao meu ver ela só é a personagem cômica bobinha que não tem muito aprofundamento, pelo menos ela não é irritante e consegue fazer o papel dela de uma forma decente.
Mogawa Sensei/ Ms.Mogawa
A Mogawa sensei é uma professora de artes que é apresentada no mangá como supervisora do clube de cavar buracos, frustrada com seu trabalho e suas responsabilidades, a Mogawa sempre acaba se afogando em álcool pra ver se consegue remediar essa frustração. Nesse sentido, a Mogawa acaba dando pro mangá aquele ar existencialista que tinha em Girls Last Tour, só que em vez de garotas questionando a existência de deus, a Mogawa questiona o mais básico, mas também coisas mais palpáveis, como a existência de clubes, segundo a personagem os mesmos são inúteis, não acrescentam em nada, nem desperdiçam tempo dos alunos, porque o tempo não importa mesmo, o que torna a informação de que o clube de cavar buracos será substituído por um clube de encher buracos quando eles cavarem fundo o bastante uma ironia trágica pra personagem da Mogawa. Além disso, o próprio buraco representa e diz algo sobre a personagem, o objetivo dela de cavar buracos é único, alcançar o Brasil.
E é claro, isso é algo impossível de acontecer, mesmo que ela chegue na metade do caminho o calor da terra iria queimar ela viva, é um objetivo que nunca vai ser concluído, ela nunca vai ficar satisfeita com o buraco, mesmo que ela fique ao longo do mangá mais animada por cavar o buraco a ponto de virar uma obsessão, ela vai continuar se afundando nesse buraco sem fim e quanto mais ela vai cavar, mais ela vai se afundar, dificultando que ela se recupere desse vício, uma metáfora que funciona não só pros vícios dela, mas também para qualquer vício, coisas que sabemos que não prestam mais continuamos pra alcançar um "objetivo" que não vai ser alcançado, "vou apostar mais uma e vou parar pra sempre", "vou largar o álcool quando quiser" e etc. Mas, ela acaba sendo salva indiretamente pela irmã da protagonista, depois de pedirem para que ela faça uma máquina que cave sozinho, a máquina cava tão fundo que o buraco não tem fim (ressaltando mais ainda a ideia de que a Mogawa nunca ia conseguir), e é óbvio, a Mogawa não ficou satisfeita com o buraco, perdendo qualquer entusiasmo que ela tinha com o vício, e junto com essa perda, pela primeira vez no mangá inteiro a Mogawa mostra de fato um interesse pelas suas responsabilidades, ela volta para a realidade, só que não dura muito isso, na verdade dura uma página até ser mostrado que ela afundou no outro vício dela de álcool e agora fica o tempo inteiro ao redor do buraco, em um momento de melancolia absurda, a Mogawa tenta se matar ficando a beira do buraco, fazendo que ela caia, e com ela as personagens principais, e quando elas caem no buraco é mostrado que a máquina é tão poderosa que o buraco quebrou a simulação, e as personagens são mandadas para uma praia, nessa praia a Mogawa percebe que ela realmente queria morrer enquanto caia, e para aumentar o alto-astral dela a jardineira, a personagem que é o guarda da simulação, dá um bastão para a Mogawa e com esse bastão a Mogawa pode mover livremente a areia da praia, e com isso ela faz donuts, donuts que são a forma que a Mogawa amava fazer em seus trabalhos da faculdade e que ela parou de fazer assim que virou professora, pois pensava que professores não deviam fazer trabalhos "bobos", o que representa a frustação profissional e como o objeto de afeto dela com a arte foi perdido, e com isso, a jardineira fala pra Mogawa que ela pode fazer quantos donuts ela quiser contanto que ela não destrua a cidade, e o que parecia ser só uma piadinha acaba se tornando um momento extremamente emocional, pela primeira vez em muito tempo a Mogawa finalmente tem de volta o objeto de afeto dela e mesmo que ele seja "bobo" é a coisa que ela mais sente prazer fazendo, e negando esse desejo, ela acabou criando um buraco tanto nela emocionalmente quanto na própria cidade. Assim, ela acaba chorando de emoção devido à essa realização e percebe que ela pode continuar fazendo essas cerâmicas em formato de donuts enquanto é professora, também percebendo que ela deve cortar seus vícios em álcool e buracos, simplesmente sensacional.
Depois disso, a personagem perde a importância e acaba aparecendo só no background de alguns capítulos, até a virada do mangá, na segunda parte temos um capítulo em que a Mogawa ganha o destaque, e nesse capítulo vemos uma Mogawa realizada, graças ao fato de que qualquer pessoa pode manifestar fisicamente seus pensamentos, a Mogawa agora consegue fazer várias cerâmicas em formatos e tamanhos que antes ela não podia, além de experimentar outros tipos de arte, como design de moda, produzindo vários modelos de vestido que acabam bombando na cidade. Em resumo, a Mogawa pela primeira vez na história, não está cercada de seus vícios, e sim pelas coisas que ela ama, finalmente a Mogawa é feliz.
Yomikawa Senpai
A Yomikawa é uma personagem extremamente interessante, inicialmente apresentada em um capítulo em que a Shijima vai para a biblioteca da escola dela, ela encontra a Yomikawa, uma pessoa do terceiro ano que é o padrão de beleza japonês encarnado, bonita, inteligente, com pernas longas, frágil (representado por como ela não consegue carregar nada mais pesado que um livro), sempre arrumada, com muito conhecimento sobre literatura e jovem, ou é o que aparenta ser, em outro capítulo é revelado que a Yomikawa é uma adulta que já repetiu o terceiro ano do ensino médio várias vezes, tanto que ela chegou a estudar com a irmã da protagonista, que já largou a faculdade. Nesse sentido, a Yomikawa é uma metáfora viva do quão longe as pessoas vão para alcançar um padrão de beleza, no caso dela ela vai continuar nesse ciclo que não vai dar para ela nada a não ser um pretexto para utilizar uma roupa de estudante, mesmo que ela já seja mais sábia que todas as colegas dela da escola e até de alguns professores.
Irmã da Shijima
Primeiramente, quero falar que o nome da personagem ainda não foi revelado, então vou me referir a ela como irmã da Shijima/protagonista. Eu acho que entender a irmã da Shijima é essencial não só para a história de Shimeji Simulation, mas para entender também muita da temática do mangá, já que foi ela quem quebrou a simulação e pode ser considerada responsável por grande parte das bizarrices que acontecem no mangá. Ademais, é válido dizer que essa personagem é uma anomalia, no sentido que desde quando ela nasceu ela já era diferente das pessoas ao seu redor, sendo mais inteligente que a maioria das crianças, o que fez ela se sentir deslocada na cidade, daí que vem o desejo inicial da personagem de mudar aquela cidade, é pra ela simplesmente criar um lugar para ela e a Shijima terem um espaço para si, uma cidade que podem chamar de lar, só que ao longo de suas pesquisas, a irmã da protagonista percebe uma coisa, que essa cidade e o mundo ao redor dela são uma simulação, uma construção, e assim o objetivo dela muda de simplesmente libertar a própria irmã e a si mesmo, para libertar a cidade, deixando todos mais livres em um mundo que todos possam PROVAR que existem, a linha de pensamento do filosofo René Descartes "eu penso, logo existo" ganha um significado literal quando aplicado pro tipo de mundo que ela queria criar, um mundo em que o pensamento é a expressão máxima da vida e da existência.
O surrealismo, a comédia e o kinshotenketsu 
Esse é um tópico que eu acho necessário falar sobre, pois esse aspecto do mangá pode fazer com que algumas pessoas não sintam interesse na obra e acabem não lendo ela, e de cara eu já digo que apesar do Shimeji Simulation ser surreal, ele não é tão surreal quanto outros mangás desse tipo, como Opus ou Jun: Shotaro no Fantasy World, sendo bem leve nesse aspecto, só realmente ultrapassando essa barra em momentos bem específicos em que é necessário deixar as coisas mais abstratas, como no próprio paínel acima, que mostra a primeira vez da Shijima adentrando o sonho de alguém com a ajuda da irmã dela, trazendo inclusive aquele paínel do ovo gigante que eu usei quando falei da Shijima, ou no capítulo 30 em que a simulação é reconstruída, no geral o surrealismo vem mais pra complementar a comédia do mangá, o segundo painel acima é bom exemplo disso, e acaba se tornando normalizada pelos próprios personagens da obra, e apesar de que seria bem legal se isso fosse tipo um meta-comentário sobre como na nossa própria realidade acontecem coisas absurdas que ninguém se importa por terem sido normalizadas, isso parece ser apenas uma decisão estética pra aumentar esse senso de que as personagens estão em uma simulação que tá quebrando aos poucos.
Entretanto, como esses dois elementos estão muito ligados, se um fraquejar, o outro vai perder muita força, Por isso é válido falar da comédia do mangá neste parágrafo. Para quem desconhece, os mangás 4-koma em geral seguem o formato do kishōtenketsu, que resumidamente é: introdução ~> desenvolvimento ~> reviravolta ~> conclusão, por isso os 4-koma tem 4 páginas, uma pra cada parte do kishōtenketsu, daí que vem a minha maior crítica negativa desse mangá inteiro, o jeito problemático em que o Tsukumizu usa os 4-koma, ao longo do mangá há várias instâncias em que dá pra perceber que o Tsukumizu não tem muito jeito com esse formato, muitas das reviravoltas das piadas são previsíveis ou são mal executadas e mesmo quando são bem feitas elas não são tão engraçadas assim. Além disso, não tem nem outra explicação estrutural pro uso dos 4-koma como trazer um senso de monotonia pra contrapor quando tiver uma página com um layout diferenciado, porque o próprio autor quebra esse layout quando ele quiser, resultando em uma comédia fraca na maior parte do mangá que vem melhorando nos capítulos mais recentes, mas nada que me fez morrer de rir ou até mesmo rir em voz alta, a única exceção é esse paínel ai embaixo que me pegou desprevenido lendo. Resumindo, o ponto mais fraco do mangá de comédia, é justamente a comédia.
A arte de Shimeji Simulation
Como uma pessoa que já havia lido Girls Last Tour, uma das minhas maiores expectativas pra Shimeji Simulation era que o Tsukumizu trouxesse o nível de qualidade que a arte dele já possuía e ao entrar no mangá inicialmente estranhei um pouco, a princípio o estilo do Tsukumizu havia se simplificado e ficado menos atmosférico em comparação com Girls Last Tour, isso porque inicialmente a arte de Shimeji Simulation foca mais nesses ambientes escolares, salas de aulas, bibliotecas e salas de clubes, o que dá pro mangá essa vibe mais slice of life e aconchegante, mas logo essa estranheza que eu senti passou com um capítulo que focava na Shijima, nesse capítulo em específico se tem um monólogo da Shijima que resulta no painel abaixo, é aí que vem outro aspecto da arte desse mangá, a capacidade que o autor tem de conseguir ilustrar lindamente a introspecção das personagens:
A princípio ele parece meio básico, mas enquanto eu lia, eu fiquei imerso no capítulo e em especialmente nesse paínel, alguma coisa sobre o quão pessoal e simples essa página consegue ser me fez ficar impressionado com ela, e isso ocorre muito no mangá, esses painéis que conseguem te conectar com as personagens e te fazem sentir suas emoções, mesmo que temporariamente, e isso somado com o surrealismo que o mangá vai implementando deixa a obra muito variada, pois o Tsukumizu sempre brinca com esses 3 elementos, ás vezes usando os três ao mesmo tempo, como naquele painel da praia que eu usei na seção da Ms.Mogawa, além de tudo ter uma vibe surreal, se tem a Shijima e a Majime brincando enquanto a Mogawa reflete sobre a vida dela. Ademais, eu penso que o ponto mais forte do Tsukumizu como quadrinista não foi perdido completamente, e isso é o senso da escala da arte dele, quem já leu Girls Last Tour se lembra de como o Tsukumizu amava fazer essas construções absurdas, hiperbólicas, gigantes, que faziam os personagens se tornarem minúsculos e apesar disso ter ficado mais escasso em Shimeji Simulation, quando se tem essas estruturas elas logo roubam a cena.
No geral eu penso que Shimeji Simulation contribuiu muito pra solidificar o estilo artístico único do Tsukumizu, além de ter permitido ele a ir em direções que não seriam possíveis caso o mangá não fosse surreal, isso faz cada capítulo ser uma surpresa de um ponto de vista artístico, você nunca sabe o que o Tsukumizu vai desenhar, seja uma lua gigante, seja as personagens flutuando na água, seja a escola de cabeça pra baixo ou seja simplesmente elas cavando um buraco. Vou reservar essa parte da review apenas pra mostrar alguns paíneis:
Conclusão Em conclusão, ao meu ver apesar de Shimeji Simulation possuir uma comédia bem fraca no seu começo, ele é um dos melhores mangás Slice of Life em publicação, conseguindo satisfazer tanto leitores casuais que querem uma obra aconchegante quanto pra quem leu Girls Last Tour e tem bastante expectativas sobre as obras do Tsukumizu, com um elenco incrível e uma história ótima, que solidifica a presença do Tsukumizu como um mangaká dessa nova geração de mangakás que começaram a publicar mangás na década passada, além de ter feito eu ficar muito curioso não só pro rumo que a obra vai ter, mas também pra qualquer novo projeto que ele vá fazer, e caso o mangá tenha um bom final, facilmente se tornará um dos meus mangás favoritos. Minha nota final pra Shimeji Simulation é 8.5/10, muito obrigado por ter lido minha review até aqui.

Bountyful
55/100A textbook example of what happens when a writer tries to go philosophical without the basis.Continue on AniListOn Way To Language is a book of essays by the famous philosopher Martin Heidegger. Published in 1959, it's a collection of writings and lecturers about language as a whole. The first chapter is titled “Language in Poetry”, where Heidegger starts to mull over the poetry of Georg Trakl.
I encourage all critics, of any medium really, to go read that chapter. It's a textbook example of what pointless overthinking does to a man.Once I read the first volume of Shimeji Simulation, and after completing the solid Girls' Last Tour, I went on MAL, Anlist, heck, even Goodreads, to gather some opinions about the manga.
Almost unanimously, the votes were sky-high and the reviewers' takes were so philosophically charged that it made me think there was some Heidegger gobbledygook going on. Alas, it was. People calling it not a manga, but an experience. Some others calling it just a simple manga, but an extremely important one at that. Others saying that it's pointless to review and that words fail at their job of describing this masterpiece. A few went as far as to say that it's some of the best writing they have ever read and that it changed them deeply inside.
Red light after red light, I started to become increasingly convinced that I was dealing with the poetry of Georg Trakl.
And in fact, I was.Spoilers from now on.
Shimeji Simulation is weird. In both a bad and a good way. Tsukumizu is a genius at drawing and creating wonderful panels, meshing together page layouts and drawings. He's a very inspired mangaka, and there's no discounting his work here. At the very least, he's different and catches your attention.
On the other hand, it's odd in a bad way. As in, it makes no sense whatsoever, it's pointless and dull, with terrible pacing (even though it's a 4-koma!), that does what it does for art's sake.
This isn't necessarily bad, and thankfully it's a short manga at that, but Shimeji Simulation reads more like a prototype, a drawing board Tsukumizu decided to throw ideas on.So yeah, it doesn't frankly say much at all. There are some interesting ideas here and there, but they converge into nihilism and relativism to the point where nothing matters because everyone can warp reality at a moment's notice. This is bad, very bad, although Tsukumizu does a brilliant job of masking with random ideas and cool drawings. It's still not enough, but I appreciate him at least for trying. If everyone is changing the simulation, nothing even matters. All the pathos goes away from the narration, with only apathy remaining.
Here's a perfect example of this. Chapter 38 has a very captivating premise: collective unconscious, there's stuff beneath the earth that's somehow connected between everyone. That's cool and all… but why? What's the point of digging stuff out when you can just imagine everything you need? What's the point of exploring these weird dungeons when they can go to the school festival with a bunch of imagination-spawned stuff? The entire manga goes like this after the last chapters of the third volume.
There are some good scenes from time to time, especially when dealing with comedic stuff, but when Tsuku goes for philosophical ramblings from the bookworm girl or Shimeji's sister… yeah, it's hideous. Completely irrelevant gibberish with no value whatsoever. It's also very grating on the eyes, some pages are choked full of it for some reason. This is terrible since the pacing goes from fast and swift to slow and crawling at a snail's pace.
Overall, the first and part of the second volume are good, then it starts to get progressively sluggish, before going into pretentiousness overdrive with the dream world. Only by the very last chapter of volume 4 do things get interesting again. Even then, the development is abrupt, and without a decent justification, we have to believe all these new rules that are being established with each passing page. If only there were fewer random pseudo-SoL moments, then that could have worked, but I am questioning if Tzuku would even be able to pull it off.
The last volume goes into overdrive with even weirder, allegedly philosophical stuff. It rings flat to anyone who has read some actual, serious philosophy. Not only that, but it also tries to sound profound and fails spectacularly at that (Chapter 43 with a huge amount of infodumping).
The entire last volume quickly wraps things up in the worst way possible. Nothing here makes much sense. You'll read countless analyses about what happened, and they're all mostly right since you can't make any definitive statements about what is happening in the story. Fire Punch did this better, by the way.
Because of this, I'm not going to bother with arguing why it's all a bunch of gibberish, vague and unintelligible. It's pointless, and an exercise left to the reader. If the game is rigged, the only way to win is to stop playing, after all.
I'll just add that writers, and amateurs in particular, should stick to a few good topics. This mutant of existential ideas is non-comprehensible because there's too much fish to fry. Hilariously enough, everyone will get something out of it because they'll overanalyze all the dialogue, the captivating drawings, the so-called “symbolism”... But that's all there is to it, a bunch of hollow thoughts. Above all, nobody can escape reality, not even Tsukumizu (or his fandom).It's true, as some reviewers pointed out, that the pages ooze with melancholy, eerie sadness, and pessimism. I don't find they added much to the experience. They were okay. I also kind of loathe the amount of scenes with little girls trying new clothes on. It's more than once and to me, it reads like fanservice. It gets especially bad in volume 5 since there are nude statues and sex scenes between two kids. This might not be that troublesome to a more teenage reader, but I believe it subtracts from the story.
They undoubtedly add nothing to the narration or characterization, so I'd rather not have them in, anyway.I didn't spend much time talking about the characters because that'd be useless. They are just a pretext not to tell a story (because there hardly is one), but to experiment with the drawings and composition. This is fine, honestly.
For example, Shimeji's sister was interesting at the start, but she ended up doing reality warping stuff, then vanishing from the narration, and then plopping back whenever Tsuku needed her. Very lame and boring.To explain my disdain for theoretical analyses, just look at chapter 31. It has absolutely nothing to offer to the reader, except for a few Slice of Life elements. And yet, I had to read 15 lines of analysis of the complex meaning behind the kind of nuances of each dress/imagined element. No, that's too much, even for me.
There's something to be said about if this SoL manga is even meant for me. It could arguably not be. But despite what it looks like, I don't think there's much SoL in this manga. There's no “healing”, no interesting or meaningful vertical stories, and no positive outlook that shines upon the reader. There's not even a compelling character that's developed enough, since they are mostly plot devices for experimentation, as I already said.
There is, however, a moderate amount of fun stuff and outstanding panels. That doesn't suffice to me, but oh well.All in all, I don't think this manga is (that) bad. It's still an experience, and definitely something different from the other stuff. I'm sure Tsukumizu smartly decided to make it short, given that this reads more like an amateur's take on reality-warping relativism filled with high-school philosophy, melancholy little girls, and a sprinkle of humor.
Because it's unique enough and brilliantly drawn, I'd still advise anyone who's a bit tired of the same manga clichés to give this a try. It might be worth it just for the incredible paneling work. But there's no depth of knowledge, no meaningful theories for you here… just a puddle wide enough to let all theorists have fun with their ramblings.
You can choose to view the glass half-full, and it's avant-garde. Half-empty, hipster.IMO, an even shorter manga (2 to 3 volumes) would have drastically cut most of the worst stuff while allowing Tsuku to go full in with his weird ideas. The 6 pages one-shot was way more compelling than the entirety of the manga, to be frank.
Anyone who wants to read a good manga about these ideas should go and give SOIL a try. I'd also add Chimoguri Ringo to Kingyobachi Otoko for the nonsense stuff. It's great. Or, at least, better than this. Lastly, if you want a more horror-y feeling that doesn't overstay its welcome, Wakusei Closet is for you.
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SCORE
- (4.2/5)
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Ended inNovember 26, 2023
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