CHOUJUN! CHOUJOU SENPAI
STATUS
COMPLETE
VOLUMES
8
RELEASE
June 9, 2025
CHAPTERS
65
DESCRIPTION
In Chinjuku, the city that never sleeps, there is a psychic senior police officer who has powers beyond human comprehension! His name is Meguru Chojo! Along with his judo expert partner Nao Ippongi, this hilarious duo will keep the streets clean by any means necessary!
(Source: MANGA Plus)
CAST

Meguru Choujou

Nao Ippongi

Robo-kun

Shousuke Samon

Sakura Teshigawara

Haruka Hanazono

Yuki Inukai

Hajime Keinain

Lily Togari

Nebiros

Torimi D

Shochou

Jigorou

Dan Kotobuki

Ho-san

Erika Kenzaki

Goripongi

Bushyasta

Heisuke Ban

Kirara Houjou

Behemoth

Maruyama

Jiiya

Kadota

Sumikawa
CHAPTERS
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REVIEWS

Dinizo
67/100Uma divertida história que pecou por ser contida até demaisContinue on AniListEu acho muito triste estar escrevendo uma review desse mangá, claramente cancelado pelo baixíssimo desempenho, enquanto ainda temos mangás como Shinobi Undercover, Nue's Exorcist ou The Elusive Samurai ainda continuam com seus nichos dentro da revista, dois deles com muito mais capítulos que este. Mas infelizmente, é a lei da selva dentro dos corredores editoriais da Shueisha; se você não vende, você morre.
Super Psychic Policeman Chojo é um mangá escrito por Numa Shun, que começou sua árdua jornada na Jump em abril de 2024 e nunca chamou muita atenção. A história conta as desventuras de Nao Ippongi, policial recém-formada da academia, que é designada para trabalhar com o odiável e execrável psíquico Meguru Chojo, na estação leste da polícia de Chinjuku. Chojo, por ter poderes psíquicos, e claramente usar deles pra ser relaxado e muito pouco interessado em seu trabalho, é muito rejeitado por outros colegas de trabalho e foi "excluído" nessa afastada e pacata estação de polícia porque seus poderes ainda são bem úteis e convenientes. Como ele consegue ler mentes, ver o futuro, fazer prestidigitação, além de levitar objetos e hipnotizar pessoas, dá pra dizer que são habilidades fantásticas para qualquer pessoa, e ainda mais para policiais. As desventuras dos dois começam primeiro pelas personalidades radicalmente diferentes de ambos, que vão se entendendo a medida que vão se conhecendo. A Ippongi vai tentando botar seu chefe na linha, mas vai aos poucos percebendo que por trás da babaquice e egoísmo de Chojo para coisas mesquinhas tipo cartas de Yu-Gi-Oh! e gunplas, existe um cara solitário e honrado que acaba sempre cumprindo o seu dever quando é realmente necessário.
Como é uma comédia, eu sempre sinto que tenho certa dificuldade em analisar esse tipo de mangá, porque sou meio limitado a olhar para uma comédia e identificar se ela é boa ou ruim pelo quanto eu pude rir ou não. Gerar emoções meio que é uma das formas de se conectar com as artes, e acho que o riso é a emoção mais espontânea que tem para ser gerada. Acho que depende de menos processos na sua mente pra que algo possa tirar uma risada de você, diferente de coisas como hype, tristeza, medo, contemplação que são outras emoções que podem fluir de um indivíduo ao ler o mangá. Mas Chojo-senpai tem suas qualidades que vão além apenas de clássico preparação e sacada na hora de construir piadas.
O principal é o grupo de protagonistas. A Ippongi e o Chojo são dois personagens ótimos e que estabelecem uma dinâmica muito divertida. Ela é um protótipo de menina certinha que está ali pra contrapor o caos ético e moral que é o Chojo, mas ela também tem as suas esquisitices, como uma força sobre humana e também a capacidade dela de enfiar a porrada no Chojo quando devido. E o Chojo também, funciona quase que como o Pica-Pau. Ele é um compilado de caos e "filha-da-putice" que só se explica pela soberba que ele possui em função dos seus poderes. Ele constantemente passa a perna nos outros - geralmente crianças - e frequentemente encontra razões para simplesmente não trabalhar e passar os seus dias largado na cadeira fazendo nada ou simplesmente construindo algum gunpla novo que ele compra. Ele também é facilmente manipulável por dinheiro e corrompível para certas coisas, principalmente pelos seus interesses. É muito comum que ele conscientemente negligencie suas responsabilidades por estar amplamente hiperfocado em algum curry pra fazer, ou em algum card game novo que tenha aparecido no pedaço, coisa a qual eu me identifico muito com ele, não por partilhar os mesmos interesses específicos, mas por também ter dificuldade em certas tarefas por estar hiperfocado em outra coisa. Também como o Pica-Pau, vez ou outra ele também é punido por conta de seus comportamentos, mas a graça do personagem não gira em torno de vê-lo sendo punido, porque apesar de todas as descrições que eu dei, o Chojo não é exatamente uma má pessoa. O "passar a perna" e "corrompível" que usei pra me referir a ele são pra coisas completamente bobas e mesquinhas, como trapacear numa disputa de Beyblade contra crianças numa praça, ou aceitar ser cachorrinho de uma bilionária em troca de algum modelo limitado de gunpla pra construir. Em questões realmente sérias e que envolvam a segurança da população ou algum perigo iminente para seus companheiros, nós somos capazes de ver o Chojo agindo como um ser humano decente, e vemos como, por trás daquele sorriso irônico e safado, existe na realidade um cara que sabe ser legal quando quer... O problema é que ele raramente quer. Mas sabe, isso ajuda a criar algum tipo de simpatia pelo personagem. Ele tem subtexto, um conjunto muito facilmente identificado de qualidades e também de defeitos, é muito fácil criar empatia pelo Chojo enquanto personagem. E acho que, mais que em qualquer outro gênero, se você está vendo uma série de comédia em que o protagonista, o personagem mais recorrente em cena, não é bom, é difícil acompanhar o desenvolvimento de tudo. Por isso é ótimo como ele carrega tudo.
O núcleo de personagens secundários também é bom. Eu não lembro de nenhum personagem secundário que tenha sido horrível, o que já é uma coisa excelente, mas é claro que existem alguns melhores e alguns piores. O Inukai, ex-parceiro apaixonado/obcecado pelo Chojo, e o vovô Ippongi, avô ultraconservador e musculoso da Nao são, com facilidade os melhores entre eles. O vovô Ippongi aparece até que bem pouco, mas sempre que aparece rende capítulos incríveis. O Inukai está claramente entre os melhores personagens do mangá, se não for O melhor. Ele é introduzido bem no começo, bem naquela parte em que o mangá ainda está nos testando em relação a tudo que ele pretende fazer e, a julgar pela forma como ele aparecia com muito mais frequência que outros secundários, ele deve ter sido um dos personagens que mais pegou dentro da diminuta base de fãs que esse mangá deve ter conquistado. Ele e seu tenente, Keinain, que é quem tem que aturar a sua completa falta de senso, são uma dupla bem ao estilo típico das comédias japonesas, o manzai, que usa a troca de piadas entre um cara "bobão" e um cara mais sério. O Chojo e a Ippongi funcionam quase assim também, mas é muito menos marcado que eles dois. Tem um pequeno período que o Inukai meio que sai da história pra fazer uma "missão no exterior" e a volta dele é uma das coisas mais magníficas que tem, dá realmente pra sentir a história voltando a se equilibrar com a presença dele.
Mais ou menos nessa parte da história, ali pelo capítulo 40 e alguma coisa, bem quando o mangá estava para completar um ano de revista, ficou uma sensação de marasmo no ritmo da história. Não tinha uma "saga" como um battle shonen convencional, mas como é um mangá periódico de comédia, alguma coisa tem que progredir, nem que sejam o nível e o repertório de piadas. Mas por volta dessa época ficou uma sensação, ao menos pra mim, de que o mangá parecia estar se segurando pra lançar algumas coisas, e sinto que, com esse final, eu entendo mais ou menos o que pode ter acontecido.
Num dos últimos capítulos, Chojo e Ippongi são chamados pelo chefe de polícia para que eles escoltem um ex-policial chamado Yosumi. Ele é um paranormal, assim como o Chojo, que trabalhava na polícia e que, um dia, acabou perdendo o controle total de seus poderes. Se considerando inútil e de potencial risco para a sociedade, ele se isolou por alguns anos, até entrar em contato com a polícia para que pudessem prendê-lo e designá-lo a um local apropriado em que ele não oferecesse risco a ninguém. O Yosumi pediu especialmente para que o Chojo participasse da missão para que ele pudesse ler a mente dele e tentar impedir que o Chojo se tornasse o que ele se tornou. Entrando em spoilers mais específicos, o Yosumi leu tanto a mente, os sentimentos, a personalidade das pessoas, que ele virou um ser humano ausente de vontades e de individualidade. Ele quebrou e, como consequência disso, perdeu tudo que era importante pra ele, e magoou pessoas no processo. Ele queria se certificar de que o Chojo acabasse não passando pelo mesmo destino que ele teve, e usa a Ippongi pra isso.
Pois bem, a Ippongi. Em algum momento da história, começou a surgir a piada de que a Ippongi e o Chojo formariam um bom casal. Embora os dois fossem radicalmente diferentes, ele completamente desleixado e ela 100% certinha, mas quem já assistiu qualquer romance da Sessão da Tarde sabe que esse é um dos tipos mais queridos de história. O mangá nunca quis mergulhar em um romance completo, mas nunca deixou essa história morrer, fazendo piada com ela todo o tempo. Sabe aquele lance de que toda piada tem um fundo de verdade? O Shun enfiou a Hanazono, uma floriculturista um pouco pessimista que se apaixonou perdidamente pelo Chojo, mas acredita verdadeiramente que ele e a Ippongi tem um caso, e fica interpretando errado qualquer interação que eles tenham. O Inukai também ouve uma fofoca pela metade e começa a acreditar que os dois estão tendo um caso. O vovô Ippongi também acredita que, pela Ippongi ter apresentado um rapaz a ele, esse cara é certamente um namorado pedindo aprovação pra ser noivo e outras situações mais. As coisas ficaram bem focadas em cima disso, da metade pra frente do mangá, que é um rumo que eu suspeito que tenha a ver com popularidade. A única parcela de leitores que devia estar dando atenção ao mangá provavelmente eram as fujoshis da revista. E fujoshi gosta é de beijação, então acho que os ships e subtextos românticos começaram a ficar maiores por conta disso. O que nos trás de volta ao Yosumi.
Nesse cenário, em que meio que existe esse contexto não assumido pelos dois, mas forçado tanto pelas outras pessoas que estava começando a virar realidade, vem o Yosumi e meio que mostra um "futuro ruim" para o Chojo e pede pra que a Ippongi ajude-o a não se tornar outro Yosumi. É claro que o próprio Chojo estava ouvindo toda a conversa, então isso tem impacto nele, também. Esse, o capítulo 62, é um dos mais bonitos do mangá, mas também é a síntese dos problemas que o mangá foi apresentando ao longo de toda a sua publicação. Eu acredito que na ânsia de tentar se firmar entre os diferentes nichos de leitores da revista, o Shun passou muito mais tempo tentando se adaptar ao contexto e as "demandas" dos leitores e acabou se privando de colocar suas melhores ideias no papel. Existia uma pequena expectativa de quando apareceria o segundo paranormal na história, e ele só apareceu pra encerrar a história, basicamente. O penúltimo capítulo nos apresentou o que parecia claramente um arco realmente "sério" dando uma camada e uma profundidade toda diferente ao Inukai, embora ele fosse continuar ridículo. O final pareceu ser carregado de várias ideias que acabaram não sendo bem distribuídas ao longo da história. São aquelas ideias que dá pra "sentir" que são as melhores que o mangaká tinha e, com medo de gastar esse cartucho na hora errada, ele (ou ela) foi segurando suas melhores ideias pra um eventual momento de "folga", que acabou não acontecendo.
Eu não acho que tenha sido uma coisa horrível. Como eu disse, o mangá tem um bom acervo de personagens divertidos e dinâmicas interessantes, mas sabe, acho que essas ideias introduzidas aos 45 do segundo tempo dariam aquele "algo a mais" que eu sinto que sempre faltou ao mangá. Talvez tendo sido mais aberto ao que se queria antes, as melhores ideias poderiam ter conquistado o público japonês da Jump, que parece cada vez mais interessado em ler battle-shonen medíocres (não os culpo, eu também gosto) e aventuras simples com um ecchi aqui e ali. É uma pena na verdade que esse mangá tenha sido cancelado. Se ele tivesse na Jump+ eu tenho certeza que ele estaria lançando seus capítulos tranquilamente, e eu estaria me divertido. Ou não, porque eu não tenho muito o hábito de ler estreias da Jump+
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SCORE
- (3/5)
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Ended inJune 9, 2025
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