KAEDEGAMI
STATUS
COMPLETE
VOLUMES
2
RELEASE
October 20, 2025
CHAPTERS
17
DESCRIPTION
A secret relationship with a mysterious entity... In a world with demonic monsters called Shenguai, a young orphan named Kou lives alone in the mountains with a mysterious Shenguai named Chiyou. But Chiyou has a tragic past, and Kou will have to give all of himself in order to save her. A beautiful East Asian adventure now begins!
(Source: MANGA Plus)
CHAPTERS
REVIEWS

Dinizo
15/100E se Ryoumen Sukuna fosse uma peituda gostosa?Continue on AniListEm minha jornada falha de ler com regularidade os mangás da Jump, eu aprendi a me habituar com o fato de que vou estar constantemente comendo uma quantidade muito grande de lixo durante essas leituras, porque tem muito mangá ruim estreando na Jump. As coisas seguem ciclos, e muitos desses mangás ruins são parecidos, em espírito, porque se apegam a clichês vigentes entre o público da revista na época. O grande zeitgeist do nosso tempo parecem ser os mangás de exorcista, que começaram a pipocar aos montes pela revista após o sucesso de Demon Slayer e Jujutsu Kaisen. Todos tentam maquiar alguma diferença que os dê algum destaque distinto, mas no fim a maioria tenta emular esse dois dos grandes sucessos mais recentes da revista para si. Alguns falham, e outros falham muito. É o caso com o Kaedegami.
Em um cenário com muito mangá ruim, Kaedegami conseguiu a façanha de se destacar sendo um dos piores mangás que eu já li, e alcançando essa façanha antes mesmo de completar 20 capítulos. Apenas uma leva muito curta de mangás fracassaram tanto a ponto de serem canceladas tão cedo, e nosso guerreiro está lá. A terrível história dessa joça narra a vida de Kou, que é um menino que vive isolado em uma floresta na montanha e que vez ou outra sai pra realizar serviços e comprar comida para levar de volta. Por ser um menino do bem, os moradores de vilas locais se preocupam com o fato dele morar sozinho, afinal, alguns monstros assustadores, conhecidos como shenguais, vivem pela região e, morando sozinho, ele corre um grande risco. O que eles não sabem é que Kou vive com uma shenguai, uma mulher mascarada chamada Chiyou, que o protege e convive com ele. Por ser uma criatura também, ela não pode viver em sociedade e, por isso, ambos vivem em paz, isolados. Chiyou é, na realidade, uma caída deusa da guerra, que sofreu um ataque milhares de anos atrás e foi desmembrada em diversas partes por um inimigo. Agora ela vive como uma casca vazia, com pouquíssimo poder, vagando fugidia pelas matas. Ela encontrou Kou muitos anos atrás, quando ele era uma criança abandonada e decidiu criá-lo como um possível receptáculo, pra que ela pudesse possuí-lo e iniciar uma vingança contra seus algozes, só que o calor e o contato com um ser humano quase que divinamente bondoso a fez desistir da ideia de iniciar uma jornada de vingança contra o mundo e viver relaxada no campo, com esse pequeno cidadão. A trama realmente se inicia porque, a princípio, Chiyou não tinha rosto, e sempre usava uma máscara para prevenir a ausência deste, o que instigava a curiosidade do Kou. Quando ele finalmente descobre a grandeza da pessoa que a acompanhava, ele decide, junto dela, iniciar uma campanha pra recuperar as partes do corpo dela, pra que ele possa viver a vida com ela completa.
E se o Sukuna fosse uma mulher gostosa? É a grande pergunta que esse mangá tem pra fazer. Em vez de 20 dedos, esse mangá tem várias partes do corpo integral da demônia espalhados por aí e o objetivo é juntá-las. Partes inclusive que são usadas como amplificadores de poder por esses outros monstros. Shenguais são, em resumo, youkais da mitologia chinesa, e a história tem esse detalhe de superfície para diferenciá-lo de outros mangás do gênero, os monstros são baseados em outra mitologia. Só que na realidade cumprem o mesmo papel, de matar gente e serem caçados por uma óbvia organização de exorcistas que existe para exterminá-los e garantir a paz na humanidade.
Uma das coisas mais irritantes desse mangá é que ele realmente é mal feito. Existe muito mangá com história ruim, trama desinteressante ou personagens mal escritos, mas além de tudo isso, Kaedegami é um quadrinho mal feito, também. O autor sabe desenhar, claro. Ele entende de anatomia, composição de roupas e colorização, que ele inclusive gasta muito desse talento em fazer a Chiyou ser e exibir o quanto é gostosa em cada oportunidade que tem, mas a quadrinhização é quase amadora. O fluxo de movimento de um quadro a outro é patético, a fluência das cenas é mal intervalada, sem contar que as cenas de ação, para um pretenso mangá de battle-shonen, são horríveis. O mangá tem umas duas ou três lutas e todas elas meio que são um movimento aleatório de espada jogando o inimigo longe. Esse tipo de luta era um pouco mais aceitável nos anos 70, mas hoje eu acho que o dinamismo de um mangá está diferente. E bem, tudo bem, a gente tem alguns mangás de lutinha com péssimas lutas desenhadas, mas vez ou outra eles se salvam em dramas humanos, histórias mais carismáticas, e esse também não tem isso. Uma das cenas mais emblemáticas para mim é uma em que, um dos vilões, um catboy aleatório, é apresentado e a cena de apresentação dele, é um quadro com duas cenas em uma só. Dentro da mesma cena temos uma imagem aproximada do personagem, um plano detalhe do rosto, e atrás uma cena de corpo inteira, pequena demais para configurar uma apresentação real do personagem. E tudo dentro do mesmo quadro, não há qualquer separação. Parece muito que são dois personagens, gêmeos sendo introduzidos. É sério. É no capítulo 6, página 9. Sem brincadeira. É uma cena horrível e confusa, eu demorei muito tempo pra entender que não eram gêmeos e sim um cara só. Um negócio podre.
E bem, já que a história é uma merda, a estrutura é um lixo e a narrativa é fraca, ao menos devemos ter personagens interessantes, não? Pois é, não! Os únicos personagens desenvolvidos são o Kou, a Chiyou, e uma menina esquisita chamada Huazi. Primeiro, o Kou e a Chiyou. Eles tem uma relação muito estranha. Ultimamente é comum a gente ter em mangás shonen, um casal de protagonistas. Às vezes são irmãos, às vezes são um casal... Varia, mas está mais comum vermos um menino e uma menina dividindo o protagonismo. A princípio, Kaedegami parece operar numa lógica parecida com a que Nue's Exorcist usa, em que a Nue é uma espécie de irmã mais velha gostosa, que orienta e auxilia o irmão mais novo e banana, Gakuro. Não é literal, mas funciona assim. E é um jeito de dividir o protagonismo, principalmente puxando a história mais pro lado do ecchi. Esse mangá usa isso mais ou menos, mas também tem cenas claramente mais erotizadas, com a Chiyou dando muito beijo no Kou e esfregando os peitos na cara dele, então eles meio que funcionam como um casal também. É uma estranha relação irmã-namorada-milf que permeia os dois. Não obstante, apesar de ter desistido da ideia de possuir um moleque para transformá-lo em seu avatar de vingança, a Chiyou muito facilmente deixa o moleque se envolver na sua jornada de recuperar o próprio corpo sem que ele tenha noção do que está se metendo, e não se preocupa muito em explicar. É claro que ele facilmente aceita porque eles são feitos um pro outro e se amam, mas uma filha-da-putice desse tamanho não deveria ser facilmente ignorada. Mas é.
A outra personagem, Huazi, é provavelmente a melhor personagem desse troço. Ela inicialmente é uma personagem horrível, um complexo de Asuka Langley, que serve pra ficar fazendo rivalidade feminina com a Chiyou em prol do banana que protagoniza a história, mas ao termos a presença dela no arco, vemos que ela é uma dessas personagens que teve um passado merda e que hoje em dia é rude e dura com as pessoas porque ela tem medo de se apegar e amolecer o próprio coração, uma vez que quando ela se apegou e amoleceu o próprio coração, uma shenguai matou toda a família dela. Não é nada revolucionário, mas é uma dinâmica próxima de uma dinâmica que seria muito melhor aproveitada nos protagonistas. A Taotie, outra shenguai gostosa, é outra dessas monstras que são muito bonitas e fascinantes e hipnotizou a menina Huazi, que reclamava infantilmente da própria família. Elas nutriam uma relação quase lésbica ali, e a Taotie se apega de um jeito meio sapatona tóxica em cima da Huazi, mas se sente abandonada depois que a namorada a abandona. Que absurdo ser largada depois de assassinar toda a família da sua namorada. E no fim, é esse arco que finaliza a história, uma vez que o mangá era tão ruim que foi rapidamente cancelado e esquecido, graças ao bom Tezuka.
Temos mais uns dois meses pra ver se a coisa muda, mas se não for, já temos o pior mangá do ano na Jump.
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SCORE
- (3.05/5)
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Ended inOctober 20, 2025
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